Investigadores descobrem proteína que pode abrir portas a vacina contra malária

Doença mata mais de 600.000 pessoas por ano
23 de maio de 2014 - 09h01



Um grupo de investigadores de várias universidades descobriu uma proteína que impede a propagação de parasitas responsáveis pela malária, tendo já testado um projeto de vacina em ratos, segundo um estudo publicado na revista Science.



A reação imunitária faz com que os anticorpos da proteína protejam contra a malária ao prenderem o parasita dentro dos glóbulos vermelhos e não impedindo a infeção de novas células, segundo a descrição da revista sobre estudo encabeçado por Jonathan Kurtis da Universidade de Brown, nos EUA.



O próximo passo é efetuar testes em primatas não-humanos e, caso seja bem sucedido, avançar para provas clínicas em humanos de uma vacina que poderá combater a doença responsável por mais de 600.000 mortes por ano, em particular de crianças na África subsariana.



A proteína em causa foi descoberta em crianças na Tanzânia resistentes à malária e posteriormente adaptada para a utilização em ratos infetados com uma forma particularmente fatal de malária.



Os ratos em causa viveram quase o dobro do que os não-vacinados e, num dos vários testes, tinham um quarto de parasitas por comparação aos restantes animais, segundo a Science.



O responsável pela investigação referiu que “uma vacina que explore a capacidade dos anticorpos de prenderem o parasita dentro dos glóbulos vermelhos terá mais tempo para se desenvolver do que uma que tente impedir a reinfeção”.



“O parasita infeta uma nova célula a cada 15 segundos, então uma vacina que previna essa ação teria de trabalhar imediatamente”, afirmou Kurtis à Science.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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