Investigadores de Coimbra identificam potencial alvo terapêutico contra a febre da carraça e tifo epidémico

Bactéria responsável por estas febres não possui atualmente nenhuma vacina protetora
1 de setembro de 2014 - 09h31



Uma equipa internacional liderada pela investigadora Isaura Simões, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) e do Biocant, identificou uma nova enzima que poderá ser utilizada em estratégias terapêuticas contra a febre da carraça e do tifo epidémico.



A bactéria responsável por estas febres, de seu nome Rickettsia, transmite-se através de piolhos, carraças e pulgas e não possui atualmente nenhuma vacina protetora. A descoberta, publicada na revista científica internacional PLoS Pathogens, descreve uma nova enzima dessa bactéria, semelhante àquela presente no VIH-1, sendo também controlável por medicamentos utilizados no tratamento da SIDA.



A investigação, iniciada em 2010, foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e envolveu a participação de 5 investigadores estrangeiros de três grupos de investigação distintos.



Com este estudo, explica Isaura Simões, "demonstrámos de forma inequívoca a presença de um tipo específico de enzima na bactéria Rickettsia. Ao explorar as suas potenciais funções biológicas, os nossos resultados apontam para a participação da enzima num mecanismo relevante para a virulência destes microrganismos, reforçando a importância desta nova enzima como potencial alvo para o desenvolvimento de novas terapêuticas contra infeções provocadas por Rickettsia", lê-se numa nota de imprensa do CNC.



O CNC é um Laboratório Associado responsável pela investigação nas áreas da biomedicina e da biotecnologia, na formação universitária de novos investigadores, e criação de ações de comunicação de ciência junto das comunidades através do Programa Ciência e Sociedade.



O Biocant disponibiliza serviços inovadores de Biotecnologia com relevância para as Ciências da Vida, e impulsiona a transferência de tecnologia entre os centros de investigação fundamental de reconhecido mérito e as empresas do sector da Biotecnologia.



Por SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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