Investigadora holandesa estuda o chulé para combater a malária

Renate Smallegange não tem o trabalho mais agradável do mundo. A cientista estuda a composição da podobromidose - vulgo chulé - com o intuito de encontrar mecanismos para melhorar o combate da malária.

A investigação debruça-se na composição da sujidade dos pés que parece atrair o mosquito com o objetivo de descobrir métodos que possam eliminar os insetos responsáveis pela transmissão da malária, que mata 580 mil pessoas por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O pé de um indivíduo possui à volta de 600 glândulas sudoríparas por centímetro quadrado que segregam glicose, sais e vitaminas que servem de alimento a essas bactérias e que causam o mau cheiro que atrai o mosquito.

Investigadores da Universidade de Loughborough destacam a existência de cinco grupos de bactérias e a presença de estafilococos nos pés, estes últimos responsáveis pela produção da substância química causadora do mau cheiro.

Segundo escreve a BBC, que cita a investigadora, esse aroma é semelhante ao emanado pelo famoso queijo azul.

Eliminar estafilococos poderia ser a chave para o problema. Porém, essas bactérias convivem lado a lado com microrganismos protetores. Eliminar uns implicaria eliminar outros.

Smallegange recorreu então a um estudo japonês que dá conta de três substâncias presentes em frutas cítricas que podem eliminar os estafilococos sem danificar os organismos úteis.

Por outro lado, Smallegange descobriu que quem produz mais estafilococos tende a ser a vítima do mosquito transportador do parasita da malária. O futuro passa agora por estudar essas bactérias em particular e encontrar mecanismos para afastar os mosquitos dos humanos.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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