Infarmed alerta para excesso de formol em produtos para alisar cabelo

Perigos incluem irritação do trato respiratório, queimaduras, descamação e queda de cabelo
1 de outubro de 2013 - 12h11



O Infarmed emitiu um alerta de qualidade chamando a atenção para os riscos para a saúde de produtos para o alisamento de cabelo com excessiva concentração de formol. Numa circular informativa divulgada na semana passada no site, o Infarmed revela que a utilização de produtos para alisar o cabelo contendo formaldeído numa concentração superior ao limite máximo permitido pela legislação europeia “pode ter riscos graves para a saúde”.



Estes produtos são aplicados para alisar o cabelo, através de ferros de alisamento que provocam a vaporização do formol. O Infarmed informa que a substância pode causar lesões na pele e irritação nas vias aéreas por inalação do seu gás, tanto a quem o aplica, como às pessoas a quem é aplicado o produto e também às pessoas circundantes.



O formol só pode ser usado nos produtos cosméticos e de higiene corporal em concentrações que estão definidas, refere a autoridade. Por exemplo, nos produtos para unhas (endurecedor) não poderá ir além de 5%, nos produtos de higiene oral até 0,1%. O Infarmed recomenda que o alisamento do cabelo seja realizado com produtos que não contenham formol em concentrações superiores a 0,2%.



O principal efeito da exposição ao formol acima do limite permitido é a irritação, em especial do trato respiratório. Outros dos efeitos são devidos ao contacto direto do formol com a pele, tais como, queimaduras, inchaço, vermelhidão, descamação do couro cabeludo e queda de cabelo. A inalação crónica e prolongada do formaldeído pode ainda conduzir a náuseas, vómitos, desmaios e ao aumento risco de cancro nas vias aéreas superiores, lê-se.



Caso sejam detetados problemas, qualquer pessoa pode recorrer ao Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde, através de do telefone 21 798 7373 ou à Linha do Medicamento: 800 222 444, ou enviar um email para cimi@infarmed.pt.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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