Incontinência Urinária tem uma taxa de cura de 90%, alerta associação

Cerca de 600 mil portugueses sofrem em silêncio com a doença
6 de março de 2014 - 16h01



A incontinência urinária (IU) pode ter uma taxa de cura de 90% pelo que, a procura de ajuda médica quando se sentem os primeiros sintomas, é essencial para o tratamento adequado.



“Hoje em dia não faz sentido as pessoas esconderem a patologia e isolarem-se, com vergonha e medo que os outros percebam. Graças aos avanços médicos dos últimos anos, temos agora ao nosso alcance terapêuticas capazes de controlar a maior parte das situações.



Algumas formas de IU são, inclusivamente, tratadas com medicamentos ou técnicas de reabilitação, e a maioria das cirurgias quase não implica internamento” adianta Miguel Ramos, urologista do Hospital de Santo António e membro da APU e APNUG.



O tabu e preconceito em torno da IU está muito presente na nossa Sociedade. Trata-se de uma doença que reduz drasticamente a qualidade de vida de quem dela sofre e mesmo as perdas ligeiras de urina têm implicações graves no quotidiano, afetando a relação conjugal.



A Semana da Incontinência Urinária, de 10 a 16 de março, visa contrariar esta tendência e provar que existe esperança no tratamento da patologia. A marcação de uma consulta médica assim que surgem os sinais de que algo de errado se passa é o primeiro passo na cura da IU.



Sobre a Incontinência Urinária



Segundo um estudo epidemiológico da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, a IU afeta 20% da população com mais de 40 anos. Ou seja, um em cada cinco portugueses acima dos 40 anos sofre desse problema.



A IU é mais prevalente nas mulheres: entre os 45 e os 65 anos, a proporção de casos é de 3 mulheres para cada homem.



Há vários tipos de incontinência. Entre as mais comuns, encontramos a incontinência de esforço, a incontinência por imperiosidade ou a mista.

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