Os investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, descobriram que um gene conhecido como MeXis atua em células-chave no interior das artérias obstruídas, ajudando a remover o excesso de colesterol nos vasos sanguíneos.

O estudo foi publicado na revista “Nature Medicine”.

O estudo indica que o gene MeXis controla a expressão de uma proteína que liberta o colesterol das paredes dos vasos sanguíneos.

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Segundo a investigação, que teve por uma ratinhos de laboratório, genes como o MeXis poderão desempenhar funções biológicas importantes sem produzirem proteínas, mas controlando-as.

Ratinhos com variante genética tiveram menos doenças

O estudo supões que estes genes produzirão uma classe especial de moléculas denominadas ARN longos não codificantes (lncRNA na sua sigla em inglês).

Peter Tontonoz, autor da investigação, acredita que "este estudo diz-nos que os IncRNA são importantes para o funcionamento interno das células envolvidas no desenvolvimento das doenças cardíacas".

No presente estudo, os investigadores descobriram que os ratinhos desprovidos do gene MeXis apresentavam quase o dobro dos bloqueios nos seus vasos sanguíneos em relação a ratinhos com níveis normais do gene.

O colesterol elevado causa cerca de um terço de todas as doenças cardiovasculares, em todo o mundo.

Estima-se que o colesterol elevado cause 18% do total das doenças cerebrovasculares, 56% do total das doenças isquémicas cardíacas e cerca de 4,4 milhões de mortes em todo o mundo, representando cerca de 7,9% do total.

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