Hospital de Braga investigado por polémica de falta de medicamentos para doentes com cancro

Aquele tratamento tem um custo de cerca de 100 euros por semana

21 de fevereiro de 2013 - 17h23



O secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, disse esta quinta-feira que o Hospital de Braga vai ser investigado por causa da falta de medicamentos para tratar os doentes com cancro.



“A ser verdade (falta de medicamentos para tratar doentes com cancro) é grave e inaceitável. O Hospital de Braga tem um contrato para cumprir. Se esse contrato não estiver a ser cumprido, pois eventualmente será alvo das sanções que estão previstas no próprio contrato”, disse Leal da Costa, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros.



O secretário de Estado adiantou que o caso do Hospital de Braga vai ser “investigado e tratado em sede própria”, tendo em conta que é do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a primeira obrigação do SNS é “tratar os doentes devidamente”.



O Hospital de Braga já admitiu que regista “uma rutura de fornecimento da medicação” para o tratamento de doentes oncológicos em ambulatório, mas garantiu estar a “envidar todos os esforços para a normalização da situação”.



No entanto, não avançou uma data para a disponibilização do medicamento.



Aquele tratamento tem um custo de cerca de 100 euros por semana.



Leal da Costa disse ainda que “há um conjunto de dúvidas” que têm de ser esclarecidas, nomeadamente quais os medicamentos, o universo de pessoas abrangidas, medidas tomadas na eventualidade de isto ter acontecido e se os doentes foram ou não encaminhados para uma estrutura de saúde alternativa.



Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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