Governo disposto a pagar horas extra para reduzir espera por colonoscopias

Se media for para a frente, terá aplicação apenas em Lisboa
13 de janeiro de 2014 - 11h08



O Governo quer diminuir o tempo que os pacientes esperam para a realização de uma colonoscopia (exame que permite diagnosticar o cancro colo-retal) e, para isso, está disposto a pagar horas extras aos médicos que realizem estes exames, avançou o jornal Público.



Dias depois de o Diário de Notícias ter divulgado o caso de uma doente que esperou dois anos para realizar uma colonoscopia, o que permitiu ao tumor desenvolver-se e tornar-se inoperável, o Ministério da Saúde já começou a pensar em medidas para evitar novos casos de atrasos.



Segundo escreve o jornal, a tutela está disposta a pagar horas extras aos médicos que realizem os referidos exames, mas a medida irá abranger apenas a região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, onde as listas de esperam atiram os doentes para filas de vários meses de espera.



Em declarações ao Público, o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Cunha Ribeiro, referiu que vão ser feitas mais 5500 colonoscopias do que no ano passado ao “otimizar pessoas e equipamentos”.



Apesar deste aumento de 21% relativamente ao ano passado, o responsável admite que ainda não é o suficiente e que estão a ser estudadas mais soluções, entre as quais o pagamento de horas extraordinárias.



Outra solução é a da criação de um “sistema de pagamento supletivo”, um pouco como o que foi feito com as cirurgias que tinham filas de espera muito grandes.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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