Falta de vitamina D nas crianças aumenta probabilidades de alergia a alimentos

Vitamina D é produzida principalmente pela ação dos raios ultravioleta B na pele
4 de março de 2013 - 13h23



A falta de vitamina D no organismo das crianças aumenta as probabilidades de estas terem reações alérgicas aos alimentos, alerta um estudo divulgado hoje na Austrália.



Cientistas australianos descobriram que as crianças com uma insuficiência de vitamina D tinham três vezes mais probabilidades de registarem alergias aos alimentos, informou o Instituto de Investigação Infantil Murdoch (MCRI, na sigla em inglês).



No entanto, os investigadores determinaram que não existe ligação entre a falta da chamada vitamina da “luz do sol” e o eczema, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.



A relação entre a vitamina D e as alergias aos alimentos foi registada nos menores cujos pais tinham nascido na Austrália, mas não nos que tinham progenitores nascidos no estrangeiro, o que poderá estar associado à cor da pele, a fatores genéticos ou a ambientais, de acordo com a investigação do MCRI.



Para o estudo, divulgado na revista científica The Journal of Allergy and Clinical Immunology, foram analisados os casos de 5.276 crianças de um ano, que realizaram testes a alergias comuns como a clara do ovo, amendoim ou sésamo.



Katie Allen, responsável pelo estudo, disse que o aumento da prevalência da insuficiência da vitamina D nos últimos 20 anos é paralelo ao aumento da taxa de alergias alimentares.



Allen assinalou que a investigação fornece a primeira evidência de que a vitamina D é um fator importante na prevenção de alergias alimentares nos primeiros anos de vida.



Jennifer Koplin, coautora do estudo, referiu que o próximo passo é saber quando a vitamina D se torna importante para determinar se uma pessoa será ou não alérgica a alimentos, durante a gravidez ou nos primeiros anos de vida da criança.



A vitamina D é produzida sobretudo pela ação dos raios ultravioleta B na pele, mas também pode ser obtida em alguns alimentos, principalmente peixes gordos, ou através de suplementos vitamínicos.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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