Excesso de pornografia encolhe o cérebro e afeta a vida sexual

Região do cérebro que reage aos estímulos sexuais perde ativação e funcionalidades

3 de junho de 2014 - 11h55

Os homens que passam muito tempo a ver pornografia na internet parecem ter menos massa cinzenta em certas partes do cérebro e sofrem de redução de atividade cerebral, indica um estudo alemão publicado no final do mês de maio, nos Estados Unidos.

"Encontrámos um importante vínculo negativo entre o ato de ver pornografia durante várias horas por semana e o volume de massa cinzenta do lado direito do cérebro", assim como a atividade do córtex pré-frontal, escrevem os cientistas do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano em Berlim.

"Esses efeitos poderiam incluir mudanças na plasticidade neuronal resultante de intensa estimulação no centro do prazer", acrescentou o estudo, publicado na edição online da revista JAMA Psychiatry, da Associação Médica Norte-americana.

Esta investigação questionou 64 homens saudáveis entre os 21 e os 45 anos quanto aos seus hábitos de visualização de pornografia. Durante o estudo, os cientistas analisaram a reação do cérebro dos homens quando estes viam imagens pornográficas.

Os investigadores chegaram às seguintes conclusões: os homens que vêem muita pornografia não só têm a região do cérebro que reage a estímulos sexuais menos ativada como também registam um tamanho mais pequeno na parte do cérebro associada à gratificação.

Mas nem tudo são más notícias. Este estudo só não conseguiu determinar se ver pornografia pode levar à diminuição do volume e da atividade de certas áreas do cérebro ou se pessoas com essas características cerebrais vêem mais pornografia.

Por SAPO Saúde com AFP

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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