Estudo revela que quase metade da população do Fundão e Belmonte é hipertensa

Investigação mostra que 13,1% das pessoas do Fundão não tinham conhecimento de ser hipertensos
19 de julho de 2013 - 15h50



Quarenta e oito por cento da população adulta do concelho do Fundão e 46,6 por cento da população adulta do concelho de Belmonte é hipertensa, revelou hoje o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).



Os dados resultam de um estudo efetuado pela Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, que envolveu 2.250 indivíduos dos concelhos do Fundão e de Belmonte.



Em nota enviada à agência Lusa, o IPCB explica que "a percentagem de hipertensos é mais significativa nos homens, no concelho de Belmonte, enquanto no concelho do Fundão é nas mulheres".



O estudo revela que, no concelho do Fundão, "a freguesia de Escarigo é a que está associada a uma maior taxa de hipertensão e a freguesia de Alpedrinha a uma taxa menor".



No concelho de Belmonte, a freguesia de Maçainhas registou a maior prevalência de hipertensão arterial e a de Belmonte a menor.



O estudo mostra ainda que "entre os indivíduos que afirmaram tomar fármacos (11,2 por cento do concelho do Fundão e 11,1 por cento do concelho de Belmonte) apresentavam valores de pressão arterial acima dos preconizados".



A investigação mostra que 13,1 por cento dos indivíduos do concelho do Fundão e 12,2 por cento do concelho de Belmonte não tinham conhecimento de ser hipertensos, tendo apresentado valores de pressão arterial acima dos considerados normais.



O estudo foi desenvolvido no âmbito da Licenciatura em Cardiopneumologia, pela aluna finalista Mariana Baptista, com orientação dos docentes Patrícia Coelho (técnico-científica) e Alexandre Pereira (estatística).



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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