Estudo liga paracetamol na gravidez a maior risco de hiperatividade nas crianças

Risco de ter criança com défice de atenção cresce 37% , adianta investigação
25 de fevereiro de 2014 - 15h15



O acetaminofeno (paracetamol), analgésico de uso comum, considerado seguro para mulheres grávidas, foi associado pela primeira vez a um maior risco de as crianças virem a desenvolver transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (THDA), segundo um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.



Especialistas da Universidade da Califórnia e da Universidade de Aharus, na Dinamarca, descobriram que as mulheres grávidas que tomaram acetaminofeno tiveram um risco 37% maior de ter filhos que mais tarde seriam diagnosticados com transtorno hiperquinético, uma forma particularmente severa de transtorno de hiperatividade com déficit de atenção.



A origem desta condição, que afeta 5% das crianças norte-americanas, ainda é desconhecida.



Segundo o estudo publicado na revista da Associação Médica Americana, em comparação com as mulheres que não tomaram o analgésico durante a gravidez, as que o fizeram tinham 29% mais probabilidades de ter filhos medicados contra a THDA e 13% mais hipóteses de ter filhos com condutas parecidas às de uma criança hiperativas.



Investigações preliminares tinham sugerido que o acetaminofeno pode interferir com o funcionamento normal das hormonas e assim afetar o desenvolvimento cerebral do feto.



A investigação baseou-se em dados de mais de 64 mil mulheres dinamarquesas entre 1996 e 2002.



"Os resultados deste estudo deverem ser interpretados com cautela e não deverm mudar as práticas habituais", afirmou, no entando, um grupo de especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, que assina o editorial da referida revista.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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