Estudo aponta disparidades no diagnóstico de Alzheimer e acesso a medicamentos

Um estudo da Aliança Alzheimer do Mediterrâneo revela discrepâncias a nível do diagnóstico precoce, dos custos económicos da doença e no acesso aos medicamentos nos vários países que integram esta região.
créditos: AFP/PHILIPPE HUGUEN

Os resultados preliminares do estudo, coordenado por Federico Palermiti, da Associação de Alzheimer do Mónaco, são apresentados hoje, em Lisboa, na conferência internacional "Alzheimer e o Mediterrâneo: Trabalhando em parceria para um melhor entendimento”.

“o estudo teve como principal objetivo fazer um levantamento das necessidades das pessoas com doença de Alzheimer e os seus cuidadores em vários países do Mediterrâneo”, disse hoje à agência Lusa Maria do Rosário Zincke dos Reis, da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer.

Por iniciativa da Associação de Alzheimer do Mónaco foi criada, em 2013, uma aliança das associações de Alzheimer dos vários países do Mediterrâneo (Mónaco, França, Espanha, Egito, Marrocos, etc) por terem aspetos comuns a nível da cultura e “muito em especial no que diz respeito às demências”, adiantou Maria do Rosário Zincke dos Reis.

“Existem problemáticas comuns e, ao mesmo tempo, existem grandes disparidades de país para país”, disse a responsável, dando como exemplo o facto de apenas o Mónaco e a França terem planos nacionais para as demências, um plano há muito reivindicado pela Alzheimer Portugal.

Para apurar a situação relativamente a esta doença, o estudo abordou vários tópicos: prevalência, políticas públicas, direitos e questões éticas, aspetos socioeconómicos, diagnóstico precoce, formação dos profissionais, investigação, tratamento, cuidados, cultura e cidadania.

Os resultados preliminares do estudo apontam para uma discrepância a nível do diagnóstico precoce e dos custos económicos da doença.

“Verifica-se que estes custos são mais elevados nos países de baixos e médios rendimentos, entre os quais se incluem Portugal”, adiantou Maria do Rosário Reis.

Existem também divergências relativamente aos quatro medicamentos específicos disponíveis para a doença de Alzheimer.

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