Esperança de vida aumentou nove anos nos países menos desenvolvidos

Portugal é o décimo país do mundo onde as mulheres vivem mais tempo
15 de maio de 2014 - 12h44



A esperança de vida aumentou nos países menos desenvolvidos entre 1990 e 2012, com um crescimento de nove anos, em média, de acordo com as estatísticas anuais da Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje publicadas.



Segundo o relatório, a Libéria foi o país que registou o maior aumento desde o início da década de 1990 (20 anos, dos 42 para 62 anos em 2012), seguida da Etiópia (de 45 para 64 anos), Maldivas (dos 58 para os 77 anos) e Camboja (de 54 para 72 anos).



A OMS destaca ainda Timor-Leste, onde a esperança média de vida subiu dos 50 para os 66 anos, e ainda o Ruanda, dos 48 para os 65 anos.



De uma forma geral, a esperança média de vida aumentou seis anos em todo o Mundo: uma rapariga nascida em 2012 pode viver até aos 73 anos e um rapaz até aos 68.



O Japão é o país onde as mulheres têm a maior esperança de vida à nascença (87 anos), seguindo-se Espanha, Suíça e Singapura (85,1), Itália (85), França (84,9), Austrália e Coreia do sul (84,6), Luxemburgo (84,1) e, por fim, Portugal (84).



Islandeses homens são os que vivem mais



Quanto aos homens nascidos em 2012, os islandeses são os que vivem mais (81,2 anos), surgindo a Suíça em segundo lugar (80,7 anos) e depois a Austrália (80,5 anos). Em Israel, Singapura, Nova Zelândia e Itália, os rapazes podem esperar viver até aos 80,2 anos, enquanto no Japão e na Suécia a esperança é de 80 anos. Por fim, o Luxemburgo tinha, em 2012, uma esperança média de vida para os homens de 79,7 anos. Os portugueses ficam de fora do top 10 de países onde os homens vivem mais tempo.



“Uma razão importante que justifica que a esperança de vida global tenha aumentado tanto é que estão a morrer menos crianças antes do seu quinto aniversário”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, na apresentação do relatório.

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