Escova de dentes deve ser desinfetada para evitar infeções graves

O dentista relembra que deve substituir-se a escova de dentes a cada quatro meses

3 de janeiro de 2013 - 07h41

A escova de dentes é essencial à higiene oral, mas pode comprometer a saúde. Sem uma higienização correta, torna-se num veículo para as bactérias entrarem no organismo e provocarem doenças graves, como cardiopatias ou uma pneumonia. O aviso é deixado pela Agência Brasil, que alerta para a importância da correta higienização da escova.

O hábito de escovar os dentes pode deixar de ser saudável para se tornar num foco de infeções. De acordo com o cirurgião-dentista Marcelo Pimenta, os cuidados com a saúde oral não podem resumir-se a escovar os dentes após as refeições e a usar o fio dental. As cerdas da escova têm de ficar protegidas, ao invés de deixadas no ambiente húmido dos quartos de banho.

A humidade contribui para a fixação dos microorganismos que circulam no ar.

Essas bactérias podem provocar várias doenças, como periondotite, candidíase, gengivites, cáries e diarreia e até outras mais graves como cardiopatias ou pneumonias.

Como prevenção, a escova deve ser guardada com um protetor na cabeça ou até fora do quarto de banho. “A escova deve ser colocada num recipiente fechado e a uma distância de pelo menos dois metros do vaso sanitário. É importante, também, deixar a tampa do vaso sempre para baixo na hora da descarga e quando não estiver em uso”, explica o cirurgião-dentista

Borrifar um antisséptico nas cerdas ajuda também e o mais indicado é a clorexidina 0,12%, que pode ser comprada numa farmácia, sugere o especialista.

O dentista relembra também um conselho básico: substituir a escova de dentes a cada quatro meses.

SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários