Duas dezenas de centros veterinários já aderiram ao cheque animal

Programa estima abranger um total de pelo menos três mil famílias
25 de fevereiro de 2014 - 11h05



Cerca de duas dezenas de Centros de Apoio Médico Veterinários (CAMV) já aderiram ao projeto-piloto “cheque veterinário”, para ajudar famílias carenciadas a tratar os seus animais de estimação, disse à agência Lusa a bastonária da Ordem.



“Vamos ter de limar muitas arestas para que este projeto funcione da melhor forma. Até ao momento já temos duas dezenas de interessados em colaborar”, disse à Lusa Laurentina Pedroso, garantindo que todos os dias tem contactos de interessados em saber como podem aderir ao cheque veterinário.



Os acordos para este projeto-piloto vão ser assinados dia 27 de fevereiro e o programa arranca de imediato nas freguesias de Carnide, Benfica, da Misericórdia e de Santo António, envolvendo ainda a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.



As juntas de freguesia e a Santa Casa vão selecionar as famílias que necessitam deste apoio, sobretudo idosos e sem abrigo que tenham animais de companhia.



Nesta primeira fase, o programa estima abranger um total de “pelo menos três mil famílias”, prevendo Laurentina Pedroso que o projeto se estenda a todo o país.



“Acredito que todas as causas que são boas têm de ter um sucesso. Esta causa é boa para os animais e para as pessoas. Podemos ajudar quem não pode tratar um animal e tem muito amor por ele com a ajuda ‘pro bono’ [gratuita] do trabalho do veterinário e ajuda de medicamentos para os tratamentos, acho que era uma ideia com sucesso, mas ultrapassou as minhas expetativas”, sublinhou.



Segundo Laurentina Pedroso, a Ordem dos Veterinários pretende ainda com a medida alertar o poder político para a causa animal, nomeadamente para os tratamentos que têm uma taxa de iva de 23%, lembrando que não é a mesma coisa “comprar uma caixa de bombons e tratar uma vida”.



O cheque dará direito a tratamentos médico-veterinários e medicação gratuitos em centros derentes, nomeadamente vacinação, desparasitação e esterilização, “tendo como objetivo principal controlar a reprodução, evitar o abandono e o excesso de população animal”.



A bastonária defendeu a necessidade de “haver uma estratégia para a saúde animal, porque todas as pessoas têm direito a terem um animal saudável, não só aquelas que podem pagar”.



Além deste cheque veterinário, a Ordem está a delinear outras ações, como a criação de um banco alimentar para animais de companhia, sobretudo os que precisam de alimentação especial.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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