Dormir pouco destrói células do cérebro e provoca neurodegeneração, revela estudo

Falta de sono promove a destruição de moléculas essenciais ao funcionamento correto do cérebro

2 de janeiro de 2014 - 08h05

Cientistas suecos apresentaram na terça-feira um estudo que desmistifica melhor os danos cerebrais de uma noite sem dormir.

Os investigadores na área de neurologia da Universidade de Uppsala analisaram amostras de sangue recolhidas em 15 homens jovens e de boa saúde divididos em dois grupos: entre aqueles que dormiram oito horas e os que não dormiram.

Entre os que não dormiram, os cientistas constataram um aumento de cerca de 20% de duas moléculas, a enolase específica dos neurónios e a proteína S-100B.

"O número de moléculas do cérebro normalmente aumenta no sangue quando ocorrem lesões cerebrais", indicou em comunicado o coordenador do estudo, Christian Benedict.

"A falta de sono pode promover processos de neurodegeneração", enquanto que, pelo contrário, "uma boa noite de sono pode ter uma grande importância para a manutenção da saúde do cérebro", acrescentou.

O estudo, que será publicado na revista Sleep, segue a linha de outro estudo publicado em outubro na revista Science, que concluiu que o sono acelera a limpeza de toxinas do cérebro.

Entre essas toxinas estão a beta-amilóide que, cumulativamente, promove a doença de Alzheimer, de acordo com investigadores da Universidade de Rochester (EUA), que trabalharam com ratinhos.

SAPO Saúde com AFP

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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