Doentes com SIDA testam vacina que promete a cura da doença

Medicamento começa hoje a ser testado em 48 seropositivos
29 de janeiro de 2013 - 15h33

A vacina que promete acabar com uma das doenças mais perigosas do mundo é testada em 48 pessoas esta terça-feira, em Marselha. Ao longo de um ano, os pacientes serão submetidos a outras duas doses da substância.
O laboratório de biologia experimental do Hospital de Timone, em Marselha, prepara-se para testar em 48 seropositivos uma vacina que promete trazer a cura para a SIDA, escreve o Le Monde.
A vacina, que foi testada com sucesso em animais, é um raio de esperança para os doentes infetados com VIH. Os testes, que se seguirão à primeira dose, começam nos próximos dias.
Os doentes deverão ser injetados outras duas vezes no espaço de um ano para se aferir a dose mais indicada no combate à doença. Os primeiros resultados da vacina devem ser conhecidos nos próximos cinco meses.
A vacina contém uma molécula que ataca a proteína TAT, responsável por impedir que o sistema imunitário dos doentes se livre das células infetadas.
O número de testes de despistagem do VIH em França subiu pela primeira vez em cinco anos, para 5,2 milhões, em 2011, de acordo com um estudo publicado pelo Instituto de Vigilância Sanitária, no final de novembro.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2011, existiam 34 milhões de pessoas no mundo com o vírus VIH, ano em que se contou 2,5 milhões novos casos. Desde a sua descoberta, em 1983, o vírus causou mais de 30 milhões de mortos e calcula-se que 1,8 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao VIH/SIDA.
Em Barcelona, outra vacina
Cientistas do Hospital Clínico de Barcelona desenvolveram uma vacina que reduz em 90% a carga do vírus VIH no organismo e impede temporariamente a reprodução das células infetadas. 
A eficácia da droga foi comprovada em 36 pacientes e o resultado do estudo publicado no início de janeiro na revista Science Translational Medicine.
A vacina só consegue controlar o vírus durante um ano e após esse período de tempo os doentes regressam ao tratamento antirretroviral.

SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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