Dívidas dos hospitais do Médio Tejo ultrapassam os 42 milhões de euros

As dívidas do Centro Hospitalar do Médio Tejo, composto pelos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, ascendem a mais de 42 milhões de euros, anunciou o respetivo Conselho de Administração.
créditos: LUSA

Os "números da realidade" do Centro Hospitalar do Médio (CHMT) foram hoje apresentados pelo Conselho de Administração (CA) aos autarcas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), tendo o presidente do CA elencado ainda os resultados a nível financeiro, de recursos humanos e atividade assistencial, "descrição com base nos resultados reais" entre o ano de 2010 e 2014.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, pode ler-se que, relativamente aos resultados financeiros, o CHMT recebeu um investimento de 85 ME, entre 2012 e 2014, por via de aumentos de capital e programas de regularização de divida.

"Apesar deste investimento, a divida acumulada, a 31 de dezembro de 2014, encontra-se ao nível de 2010, cifrando-se em mais de 42 ME, no limite da sustentabilidade", aponta.

O CA do CHMT, que tomou posse em julho de 2014, refere ainda que, entre 2010 e 2014, no setor dos Recursos Humanos (prestação direta de cuidados de saúde), "o número de saídas suplanta largamente as entradas", acrescido do facto de a maior quantidade de saídas verificar-se em médicos, enfermeiros e assistentes operacionais, num total de mais de três centenas de profissionais.

Quanto aos Resultados Assistenciais, o CA destaca a diminuição da lotação dos hospitais em 93 camas, assim como a diminuição das consultas médicas de 2013 para 2014.

Os dados entre 2010 e 2014 refletem ainda um aumento das Sessões de Hospital de Dia, a diminuição dos partos na maternidade do CHMT, situada em Abrantes, a diminuição dos atendimentos nos Serviços de Urgência, uma diminuição significativa dos atendimentos na Unidade Médica Cirúrgica, e diminuição dos atendimentos na Urgência Pediátrica.

O documento aponta ainda para uma diminuição da atividade cirúrgica convencional e um aumento da atividade cirúrgica realizada em regime de ambulatório.

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