Dietistas lançam 20 desafios para melhorar alimentação de portugueses

Programa pretende ensinar também os mais novos a escolher alimentos num supermercado
15 de maio de 2014 - 08h44



A Associação Portuguesa dos Dietistas lança hoje 20 desafios a portugueses, instituições e empresas para melhorar a alimentação e os estilos de vida e contribuir para a diminuição das doenças crónicas.



As propostas referem o aumento do consumo de água, vegetais e peixe ou a redução de sal e açucares, mas vão além dos conselhos nutricionais e defendem a prática de exercício físico, a redução do desperdício alimentar, a identificação do risco nutricional nas instituições, a melhoria do sustento dos idosos ou a subida dos níveis de felicidade dos portugueses.



O Movimento2020, a decorrer nos próximos seis anos, é hoje apresentado pela Associação Portuguesa dos Dietistas (APD) e conta com a participação de parceiros, como autarquias, estabelecimentos de ensino, restauração e entidades públicas e governamentais, na área da Saúde e da Juventude.



A iniciativa "pretende movimentar a sociedade civil, o poder político, o setor social e cooperativo e o setor privado nas questões da saúde alimentar", um tema que envolve muitas áreas, disse à agência Lusa a presidente da Assembleia Geral da APD, Rute Borrego.



"Lançamos 20 desafios para serem monitorizados de dois em dois anos, cada um tem a sua explicação e [aponta] estratégias práticas" para o cidadão, a restauração, a indústria e os profissionais de saúde puderem concretizar os objetivos, explicou Rute Borrego.



A especialista referiu que os desafios, que estarão disponíveis em plataformas digitais, "abarcam áreas nutricionais, alimentos e nutrientes que sabemos estarem em excesso ou em défice na população portuguesa e têm impacto em termos de saúde pública, por estarem associados a doenças crónicas ou degenerativas" como diabetes, obesidade e cardiovasculares.



Algumas propostas estão associadas ao ciclo de vida, ou seja, "à importância de pensarmos a saúde alimentar adaptada à grávida, aos primeiros 36 meses de vida, às crianças, aos jovens e aos idosos", especificou Rute Borrego.



"Sabemos que o período dos primeiros 36 meses de vida é fundamental para prevenirmos a obesidade", exemplificou a especialista, acrescentando que "uma alimentação adequada é uma forma de prevenir o excesso de peso em adultos".

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