DGS quer papel mais ativo das autarquias no combate à obesidade infantil

A Direção-Geral da Saúde defendeu esta quinta-feira o papel das autarquias no combate à obesidade infantil, através de uma estratégia de economia local de produção de alimentos a serem disponibilizados à população e utilizados pelas cantinas escolares.
créditos: AFP/MYCHELE DANIAU

Segundo o diretor do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde (DGS), Pedro Graça, “a produção de alimentos é uma mais-valia de muitas regiões do país”, considerando que deve estar associada a uma estratégia de saúde.

No âmbito do seminário internacional "Plano Nacional de Saúde e Estratégias Locais de Saúde", que decorreu hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Pedro Graça defendeu que é importante conciliar os programas nacionais de saúde com as dinâmicas e preocupações locais.

“Convidar as pessoas a comerem melhor, criar condições físicas de acesso aos alimentos e formar e capacitar os cidadãos para fazerem escolhas saudáveis” são os principais objetivos do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável, referiu.

O responsável da DGS disse que as autarquias deveriam intervir no caso das famílias de risco, que têm consumos alimentares consoante as condições socioeconómicas.

Pedro Graça afirmou que a saúde deve “jogar com a educação”, explicando que é necessário “modificar a disponibilidade dos alimentos, no caso das cantinas escolares”, e dando como exemplo o Brasil, em que 30% da alimentação que entra nas escolas provem de agricultura local.

Nas escolas do 1.º ciclo, está a ser implementado o Regime de Fruta Escolar, um programa europeu que permite oferecer fruta, de forma gratuita, duas vezes por semana, aos alunos.

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