DGS quer adultos e profissionais de saúde vacinados contra o sarampo

O sarampo é endémico em vários países asiáticos e africanos, nomeadamente Angola
3 de abril de 2013 - 13h55
Todos os adultos sem história credível de sarampo e que não tenham sido vacinados devem levar uma dose da vacina contra a doença, enquanto aos profissionais de saúde devem ser administradas duas doses, recomenda a Direção-Geral da Saúde (DGS).
O Programa Nacional de Eliminação do Sarampo, hoje divulgado no site da DGS, diz que todos os adultos nascidos a partir de 1970 devem estar vacinados contra o sarampo, descrita como uma infeções virais mais contagiosas.
Isto porque já ficou demonstrado que, nas pessoas que nasceram antes de 1970, há uma elevada proporção de pessoas protegidas contra a doença.
Para os restantes adultos, a DGS recomenda uma dose da vacina, caso ainda não a tenham levado nem tenham história credível da doença.
O documento recorda que o sarampo é endémico em vários países asiáticos e africanos, nomeadamente em países que têm relações estreitas com Portugal, como o caso de Angola.
No caso dos profissionais de saúde, o Programa indica que devem estar vacinados com duas doses, para “atendendo ao risco acrescido de contacto com casos importados”.
A DGS alega que, uma vez que a última grande epidemia de sarampo ocorreu em Portugal em 1993-94, a "atual inexperiência dos médicos mais jovens aumenta o risco de atraso no diagnóstico" e facilita a exposição dos profissionais de saúde ao vírus.
Só no ano passado, em Portugal foram confirmados cinco casos de sarampo, importados da China, Reino Unido e Angola. Desde 2005, Portugal contabilizou 17 casos de sarampo, quase todos importados, mas alguns deles dando origem a contágios.
No caso das crianças, atualmente a vacina contra o sarampo, gratuita e integrada no Plano Nacional de Vacinação, deve ser administrada em duas doses: aos 12 meses e entre os cinco e os seis anos.
A situação epidemiológica do sarampo agravou-se nos últimos anos na Europa, ocorrendo surtos na maioria dos 29 países europeus sob vigilância.
Em 2011 houve mais de 32 mil casos, incluindo oito mortes e 27 casos de encefalite notificados ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças. No ano passado, ocorreram 8.230 casos.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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