DECO alerta para prescrição em excesso de antibióticos

42% dos médicos prescreveram antibióticos sem necessidade, embora o número esteja a diminuir
9 de maio de 2014 - 15h22
De acordo com um estudo levado a cabo pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, em 50 médicos, 20 prescreveram antibióticos sem que tal fosse necessário.
A DECO consultou 50 médicos em centros de saúde na Grande Lisboa e no Grande Porto para saber se eram prescritos antibióticos desnecessários.
Para tal, os colaboradores da Defesa do Consumidor queixaram-se de dor de garganta, e se fossem questionados pelos médicos, respondiam que não tinham sintomas de febre.
Destas 50 consultas, 20 médicos prescreveram logo antibióticos e houve mais um médico que prescreveu antibiótico depois de questionado pelo alegado doente se não seria melhor um daqueles fármacos.
Quanto às farmácias, os falsos doentes da DECO visitaram 70 estabelecimentos. Em todos, pediram antibiótico sem receita médica. Só uma farmácia - em Matosinhos - é que dispensou o fármaco.
No estudo, a DECO considera que a dispensa de antibióticos é mais preocupante entre os médicos do que nas farmácias. Ainda assim, estas conclusões revelam uma melhoria em relação a um estudo idêntico que a deco fez há 7 anos.
Agora, 42% dos médicos prescreveram antibióticos sem necessidade; em 2007, tinham sido 57%.
Nas farmácias, a situação também melhorou: caiu dos 12% a vender antibioticos sem receita para um por cento agora.
Por SAPO Saúde com Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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