Crise afasta animais dos veterinários o que pode tornar-se perigoso para a saúde pública

Dia do Animal e do Dia do Médico Veterinário assinala-se sexta-feira

3 de outubro de 2013 - 16h18

Menos idas ao veterinário e consequente quebra do negócio destes profissionais são consequências da crise que afeta as famílias portuguesas e, logo, os animais, disse a bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV).

Laurentina Pedroso falava à agência Lusa a propósito do Dia do Animal e do Dia do Médico Veterinário, que se assinalam sexta-feira.

Ressalvando que “muitas vezes não é a situação económica que dita o cuidado que as famílias dão aos animais”, Laurentina Pedroso reconheceu que estes não passam ao lado da crise.

“As pessoas hoje pensam muito mais antes de decidirem uma ida ao veterinário e precisam de fazer muito mais contas para avançarem com os tratamentos”, disse.

Para a bastonária, na saúde animal as famílias procuram fazer exatamente o que em outras áreas: o mesmo por menos dinheiro.

Se, para já, a diminuição da procura de cuidados veterinários não tem reflexos na saúde pública, esta está a atingir os negócios dos profissionais.

“Existe uma grande parte dos veterinários – de companhia e de produção – com dificuldades face à crise”, disse.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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