CPLP tem 28 milhões de pessoas com carência alimentar e nutricional

Líder da CPLP defende uso dos recursos naturais como saída do problema

13 de novembro de 2013 - 14h57

O secretário executivo da CPLP defendeu hoje uma conjugação de esforços para diminuir significativamente o total de 28 milhões de pessoas que são afetadas pela carência alimentar e nutricional no espaço lusófono.

Murade Murargy, que lidera a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), falava aos jornalistas na Cidade da Praia, após a sessão de abertura do IV Simpósio de Segurança Alimentar e Nutricional e Desenvolvimento Sustentável (SANDS) no espaço lusófono, que reúne especialistas dos oito Estados-membros.

Salientando ser "difícil" definir metas - "o ideal seria atingir os 100%" -, Murargy destacou o "enorme potencial de produção agrícola" de qualquer um dos países da CPLP, pelo que se torna necessário desenvolver estratégias conjuntas.

"É difícil falar de metas, porque é um processo longo, que vai implicar muitas ações até que se possa definir uma meta exata. Os nossos países têm um potencial enorme em recursos naturais. Temos tecnologia, caso do Brasil, temos todos os requisitos indispensáveis. O que é preciso é trabalhar", defendeu.

"Temos de criar condições para que os pequenos produtores, neste caso ligados à agricultura familiar, possam ter os instrumentos e meios financeiros para aumentarem a produção", acrescentou.

O quarto simpósio o SANDS - os três primeiros decorreram em Luanda (2007), Brasília (2009) e Bissau (2010) -, começou hoje na Cidade da Praia e, até quinta-feira, vai refletir sobre os dois temas e encontrar soluções e meios para ações conjuntas na CPLP.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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