Combate à larva do mosquito reforçado no Algarve

O combate à larva dos mosquitos foi intensificado no Algarve, sobretudo em tanques de água com matérias orgânicas, após ter sido detetado um possível caso de infeção pelo vírus do Nilo, disse à Lusa o diretor-geral de saúde.

Closer view of an Aedes Aegypti mosquito (dengue fer vector) inside a house in Santa Barbara neighborhood north outskirst Guatemala city on July 11, 2013. Guatemalan government keep a strategic plan for the prevention and control of dengue. AFP PHOTO/Johan ORDONEZ

créditos: AFP

“Houve um reforço dos mecanismos de luta antilarvar dos mosquitos, com a aplicação de larvicidas, com especial incidência nos tanques de água com matéria orgânica, de forma a interromper uma eventual cadeia de transmissão na fase larvar”, disse à agência Lusa o diretor-geral de saúde, Francisco George.

De acordo com o responsável, os resultados das análises para confirmação ou não da infeção de um homem residente no Algarve com o vírus do Nilo Ocidental, “só deverão ser conhecidos dentro de uma semana”.

Segundo Francisco George, o homem, com cerca de 70 anos, “teve alta”, depois de ter sido tratado no hospital de Faro, sublinhando que “os testes de confirmação estão a ser feitos e os resultados devem ser conhecidos dentro de uma semana”.

O caso provável de infeção pelo vírus do Nilo, transmitido pela picada de mosquito, num residente no Algarve, levou a Direção-Geral de Saúde (DGS) a recomendar na segunda-feira às autoridades e à população que tomem medidas preventivas.

O diretor-geral de saúde crê que “não há riscos acrescidos neste momento”, frisando que “estão a ser tomadas todas as medidas de prevenção”.

Francisco George disse ainda que os serviços de veterinária "estão também a exercer ações de vigilância e controlo, uma vez que o mosquito pode transmitir a infeção a animais, sobretudo cavalos".

A DGS aconselha a população a implementar medidas de proteção, com a redução da exposição corporal à picada do mosquito, usando repelentes e redes mosquiteiras.

Segundo a DGS, o vírus não se transmite de pessoa para pessoa, mas "unicamente por picada de mosquito do género Culex" podendo, "em 20% das infeções, provocar doença febril com manifestações clínicas ligeiras, que raramente pode evoluir para meningite viral".

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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