Cientistas usam elétrodos no cérebro para tratar anorexia

A técnica esteve associada a melhorias no humor e na ansiedade
7 de março de 2013 - 09h50
Cientistas norte-americanos e canadianos estão a usar elétrodos implantados no cérebro para tratar mulheres com anorexia, tendo obtido “resultados promissores”, publica a revista científica The Lancet.
A técnica está em fase experimental e só algumas das doentes mostraram melhorias, mas o tratamento está a revelar-se promissor, dizem os investigadores.
Depois de noves meses de tratamento, três das seis mulheres que estão no ensaio tinham engordado e mostravam estar psicologicamente melhor.
Para estas três pacientes, “este foi o período mais longo de aumento sustentado do Índice de Massa Corporal (IMC) – que avalia a relação entre peso e altura – desde o início da doença.
A técnica, conhecida como estimulação cerebral profunda, esteve associada a melhorias no humor e na ansiedade.
Contudo, três das seis mulheres não mostraram qualquer ganho de peso e os cientistas justificam este facto com “vários eventos adversos associados”, incluindo o caso de uma doente que sofreu uma convulsão.
Outros efeitos adversos incluem dor, náuseas ou ataques de pânico.
A anorexia nervosa é uma doença crónica que afeta cerca de um por cento das pessoas em todo o mundo. Geralmente é diagnosticada em mulheres jovens, com idades entre os 15 e os 19 anos.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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