Cientistas portugueses querem criar mecanismo que inibe crescimento dos tumores

Investigação envolve três instituições de Ensino Superior portuguesas
29 de janeiro de 2013 - 16h48



Duas universidades e um instituto politécnico portugueses estão envolvidos numa investigação para encontrar novos compostos capazes de inibir o crescimento de tumores e de melhorar o combate às metástases.



A investigação envolve o Centro de Química da Universidade do Minho, o Instituto Politécnico de Bragança e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.



Segundo Maria João Queiroz, da Universidade do Minho, a investigação centra-se na inibição de recetores membranares de fatores de crescimento celular, tanto de células tumorais como de células endoteliais.



“Ao inibir estes recetores nos dois tipos de células, estamos a evitar que o tumor cresça e vascularize”, explicou, acrescentando que o tratamento “pode ser dual, tratando o tumor e evitando a metástase”.



A obtenção de novos compostos, completamente caraterizados, visa a entrada em testes clínicos da indústria farmacêutica. Maria João Queiroz assegura que “tudo depende também da toxicidade dos compostos”, sendo que se eles não forem tóxicos “têm uma grande potencialidade” para serem aplicados na terapêutica.



Este projeto científico, do qual a Universidade do Minho é a instituição proponente, tem financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e a publicação conjunta dos seus resultados acontecerá até final do ano.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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