Cientistas portugueses identificam proteína que diminui agressividade dos tumores cerebrais

Estudo abordou o glioblastoma, um tumor frequente e agressivo do sistema nervoso central
5 de abril de 2013 - 17h17



Uma investigação liderada pela Universidade do Minho e pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge identificou uma proteína que ajuda a diminuir a agressividade dos tumores cerebrais, aumentando consequentemente o tempo de vida dos doentes.



Segundo um comunicado hoje emitido pela Universidade do Minho, a investigação mostrou que os tumores cerebrais sem a proteína WNK2 têm uma maior agressividade.



A próxima fase será tentar aumentar o nível daquela proteína, para poder prolongar o tempo de vida dos doentes com este tipo de tumor.



Publicado na revista "Human Molecular Genetics", que é editada pela Oxford University Press, o estudo abordou o glioblastoma, um dos tumores mais frequentes e agressivos do sistema nervoso central, cuja sobrevivência humana é em média apenas de 14 meses.



Os responsáveis pelo estudo verificaram que muitos dos tumores tinham perdido a proteína WNK2, "o que torna as células tumorais mais invasivas, isto é, são mais rápidas a multiplicar-se e a invadir os tecidos adjacentes".



"Nos ensaios in vivo e in vitro conseguimos manipular os níveis da WNK2 nas células. Quando a ?silenciámos', o crescimento e a invasão das células tumorais foi consideravelmente maior, mas quando foi reintroduzida nas células tumorais estas características foram suprimidas", sublinham.



Para os investigadores, estes dados validam os processos celulares regulados pelo gene WNK2 como possível alvo terapêutico para enfraquecer os tumores cerebrais, em particular os gliomas.



A equipa de investigação envolveu ainda cientistas do IPATIMUP (Porto), do Brain Tumor Research Center (Califórnia, EUA), do Institute of Cancer Research (Reino Unido), do Hospital de Câncer de Barretos (Brasil) e dos hospitais Pedro Hispano, Santo António e São João.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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