Cientistas identificam mutações genéticas ligadas a cancro da mama e do ovário

A classificação daquelas três variantes permitirá melhorar o aconselhamento genético dos doentes
18 de abril de 2013 - 17h35



Especialistas de um instituto de investigação biomédica da Catalunha identificaram três mutações genéticas responsáveis pelo cancro da mama e do ovário.



Em comunicado, o Institut de Recerca Biomèdica de Bellvitge (Idibell), na Catalunha, revela que no estudo, publicado na revista PLOS One, os especialistas relacionam o desenvolvimento daquele tipo de tumores com três mutações no gene BRCA1, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.



A classificação daquelas três variantes permitirá melhorar o aconselhamento genético dos doentes e das famílias que apresentam as mutações e servirá para individualizar o seu acompanhamento clínico, indicaram os investigadores.



As mutações no gene BRCA1 representam um alto risco de desenvolvimento de cancro da mama ou do ovário. Uma mulher com uma mutação naquele gene tem um risco entre 40 a 90 por cento de ter cancro da mama e entre 20 e 70 por cento de ter cancro do ovário.



O Idibell integra a Health Universitat de Barcelona Campus (HUBc), parceria que inclui 30 instituições dedicadas à formação, investigação e transmissão de conhecimento na área das ciências da saúde.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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