Cientistas de Coimbra desenvolvem pulseira para monitorizar temperatura dos bebés

FCTUC está também a adaptar a tecnologia para outras finalidades
11 de fevereiro de 2013 - 10h38



Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver uma tecnologia para ser usada em “pulseiras inteligentes de monitorização da temperatura do bebé” para “auxiliar pais e educadores nos cuidados de saúde”.



A investigação, que se encontra na fase final de testes e de conceção de um protótipo para apresentar à indústria, está a ser desenvolvida, através de “sistemas com polímeros inteligentes”, capazes de “reagir à temperatura”, revelou hoje a UC numa nota distribuída à comunicação social.



Partindo da seleção de “dois polímeros de base” e com recurso a aditivos, os investigadores desenvolveram este sistema, durante os dois últimos anos, até o tornar sensível a uma temperatura previamente fixada, disse à agência Lusa o coordenador do projeto, Filipe Antunes.



Trata-se, explicita o investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), de tirar partido do facto de existirem moléculas que interagem bem entre si” e outras que não interagem, pelo contrário, são incompatíveis, “odeiam-se”.



As vantagens desta pulseira inteligente residem, essencialmente, na sua grande autonomia (funciona sem pilhas nem bateria), e, por outro lado, no recurso a materiais “completamente biocompatíveis”, garantindo “segurança máxima”.



Se “o reservatório se romper, os produtos não causam qualquer tipo de lesão no bebé”, afirmam os investigadores.



A equipa de especialistas da FCTUC está também a adaptar a tecnologia para outras aplicações, designadamente para embalagens de congelados e de vinho, em que é possível saber se os produtos foram mantidos à temperatura certa e se são adequados para consumir.



A aplicação deste equipamento a congelados permite que os consumidores conheçam o histórico das temperaturas a que os produtos foram submetidos para assegurar a sua conservação, refere Filipe Antunes, adiantando que os investigadores já estão a trabalhar neste projeto com uma empresa interessada em adotar este tipo de embalagens inteligentes.



O alargamento do leque de intervenção deste sistema de funcionamento de polímeros a outras aplicações também já está a ser estudado, disse o coordenador da equipa de investigadores da FCTUC.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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