Cientistas anunciam descoberta de novo repelente de insetos

Há algumas evidências de que as moscas e mosquitos estão a desenvolver resistência a substâncias
3 de outubro de 2013 - 08h44



Investigadores anunciaram hoje ter descoberto quatro novos repelentes de mosquitos para suceder ao DEET, um composto cujas origens remontam à II Guerra Mundial.



O DEET (benzamida) foi introduzido pelo Exército dos Estados Unidos em 1946, depois de as tropas estacionadas no Pacífico serem atingidas pela malária e outras doenças transmitidas por mosquitos.



Mantém-se como o principal repelente de insetos usado hoje em dia, mas com muitas limitações porque tem de ser aplicado frequentemente e é caro, o que o afasta do combate à doença em regiões onde a malária é endémica.



Também dissolve alguns tipos de plástico, tecidos sintéticos e pinturas superficiais.



Mais preocupante, há algumas evidências de que as moscas e mosquitos estão a desenvolver resistência à substância.



Após experiências, cientistas na Universidade da Califórnia, em Riverside, desenvolveram quatro alternativas que podem colocar na reforma o DEET, após 67 anos ao serviço.



“Os candidatos contêm químicos que não dissolvem o plástico, são mais acessíveis e cheiram ligeiramente a uvas, sendo três considerados seguros na comida humana”, afirma-se no estudo publicado hoje na revista Nature.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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