Cheques-dentista devem ser alargados a diabéticos

Trata-se de um grupo com riscos adicionais para problemas de saúde oral
29 de julho - 10h18

A Ordem dos Médicos Dentistas quer que o programa do cheque-dentista seja alargado aos diabéticos, lembrando que é um grupo com riscos adicionais para problemas de saúde oral.

Para o bastonário, Orlando Monteiro da Silva, na atual situação económica do país “deve ser ponderado o alargamento do programa a grupos de risco adicionais, como os diabéticos”.

Para isso, Monteiro da Silva frisa ser necessário um “aumento da dotação orçamental” do programa, recordando ainda que há cerca de um milhão de diabéticos diagnosticados no país.

Apesar de a questão das verbas necessários para alargar os cheques-dentista ser uma decisão do Ministério da Saúde, o bastonário considera que se trata de “um investimento que permite uma racionalização de custos”.

“Há uma relação enorme entre diabetes e saúde oral. A diabetes precisa de estar controlada para se ter uma boa saúde oral e vice-versa. É preciso um bom controlo da saúde oral, principalmente ao nível da gengiva e do osso, para que a diabetes não seja exacerbada”, explicou à agência Lusa.

Monteiro da Silva reforça que não é possível haver um controlo efetivo da diabetes sem controlar a doença da boca e das gengivas.

O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral – dos cheques-dentista - abrange já crianças e jovens que frequentam as escolas públicas aos 7, 10, 13 e 15 anos, bem como grávidas seguidas nos serviços públicos, idosos que recebem o complemento solidário e portadores de VIH/sida.

Recentemente, a Entidade Reguladora da Saúde questionou a universalidade e equidade no acesso aos cheques-dentista, lembrando que ficam de fora crianças que frequentam escolas privadas e grávidas não seguidas nos serviços públicos.

Por Lusa

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