Centros de saúde dos Açores passam a poder transmitir dados clínicos em tempo real

Todos os centros de saúde dos Açores têm desde hoje "monitores desfibrilhadores", que permitem transmissão de dados clínicos “em tempo real” para qualquer ponto do arquipélago, anunciou o Governo Regional.

O anúncio foi feito na Unidade de Saúde da Ilha do Corvo, a quem hoje o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, entregou dois desses equipamentos e assistiu a uma demonstração daquilo que permitem fazer.

Os "monitores desfibrilhadores" permitem a transmissão "em tempo real" dos dados de "monitorização clínica", ou seja, da tensão arterial, eletrocardiograma e quantidade de oxigénio no sangue, "para qualquer ponto do arquipélago, sejam hospitais, o médico cardiologista que esteja de prevenção, seja o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores ou até um hospital do continente", explicou aos jornalistas o secretário regional da Saúde, Luís Cabral.

O secretário regional destacou a importância da existência de um equipamento destes nas seis ilhas dos Açores que não têm hospital, sublinhando que é uma forma de os médicos de medicina geral dessas ilhas terem apoio de colegas de outras especialidades em determinadas situações e nalgumas das decisões que têm de tomar.

Estes equipamentos permitem, por exemplo, que o médico no centro de saúde meça a tensão arterial ou faça um eletrocardiograma a uma pessoa e aquilo que está a ver no monitor que tem à sua frente seja também visto, ao mesmo tempo, por um colega que está noutra ilha.

"Isso garante uma resposta de qualidade aos nossos utentes, garantindo também uma diminuição das evacuações que não têm de ser feitas" ou, no caso em que são necessárias, "uma maior celeridade nas evacuações" (transferência urgente de doentes para um hospital, através da Força Aérea), sublinhou Luís Cabral.

Luís Cabral disse que o equipamento de todos os centros de saúde dos Açores com estes aparelhos custou cerca de 400 mil euros e que foi possível cobrir toda a região com este tipo de aparelhos depois de a fibra ótica ter chegado, no final de 2013, a todas as ilhas e permitir a adequada transmissão de dados.

O único médico no ativo no Corvo, Pinto Faustino, realçou, precisamente, o seu caso, já que não tem no centro de saúde da ilha um colega com quem partilhar informação ou a quem pedir uma opinião "em tempo útil", considerando que estes equipamentos são uma "mais-valia para o utente".

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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