Casos de cancro no cólon nos homens serão em 2030 o dobro do que em 2008

Cancro do cólon é o terceiro com maior predominância na população portuguesa
18 de fevereiro de 2014 - 14h33



A coordenadora do Registo Oncológico Nacional (ROR-Sul) alertou hoje para o aumento dos casos de cancro do cólon nos homens que em 2030 serão quase o dobro dos registados em 2008.



Ana Miranda falava no simpósio sobre oncologia que decorre no Hospital da Luz, no âmbito do Congresso Clínico Internacional Leaping Forward, durante o qual divulgou os últimos dados deste registo, que abrange metade da população portuguesa.



Segundo Ana Miranda, o cancro do cólon conta do “top 10”, ocupando a terceira posição, num “ranking” liderado pelo cancro da mama.



Entre os países da União Europeia – numa lista em que não consta a Grécia por atualmente não dispor de registo oncológico – Portugal ocupa o quarto lugar dos países com mais novos casos de cancro do cólon.



Em Portugal, a taxa de incidência deste carcinoma nos homens passou de 35,52 por cem mil habitantes em 1998 para 43,58 em 2009. Nas mulheres, o aumento foi de 22,86 por cem mil habitantes em 1998 para 25,64 em 2009.



Em 2030, o aumento dos casos vai prosseguir, sendo maior nos homens que terão quase o dobro dos cancros do cólon do que os registados em 2008.



Em 2008, foram registados 1.277 novos casos de cancro do cólon nos homens, número que deverá ser de 2.385 em 2030. Nas mulheres, os 942 casos em 2008 deverão subir para 2.323 em 2030.



O cancro da mama continua a ser o que regista maior número de casos novos - 2.993 em 2009 – sendo o que mais atinge as mulheres, segundo Ana Miranda.



A coordenadora do Registo Oncológico Nacional (ROR-Sul) destaca a “estabilidade” neste carcinoma, que passou de 85,85 casos por cem mil habitantes em 1998 para 96,98 em 2009.



O cancro da próstata, que lidera os carcinomas nos homens, baixou de 86,87 (por cem mil habitantes) em 1998 para 85,37 em 2009.



Ao nível do cancro na traqueia, brônquios e pulmão, Ana Miranda referiu que existiu uma certa estabilidade no período em análise (1998-2009), exceto para as mulheres.



Nas mulheres a incidência deste cancro quase duplicou: 6,86 por cem mil habitantes em 1998 para 12,46 em 2009.



O decréscimo da incidência do cancro do estômago na região do ROR-Sul, a estabilidade do carcinoma do reto e o aumento do melanoma (cancro da pele) foram outros dos dados revelados por Ana Miranda.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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