BE questiona Governo sobre falta de aquecimento em centros de saúde de Bragança

O Bloco de Esquerda denunciou esta terça-feira a falta de aquecimento há dois meses na extensão de saúde de Izeda e noutras unidades do género do distrito de Bragança e quer saber quando o Governo prevê resolver a situação.
créditos: TIAGO PETINGA/LUSA

Os deputados João Semedo e Helena Pinto entregaram na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao Governo a pedir explicações sobre a situação e a resolução do problema numa altura em que se registam temperaturas negativas nesta região.

A Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) confirmou recentemente a existência de um problema com o aquecimento central na extensão da vila de Izeda (Bragança), adiantando apenas que foram distribuídos aquecedores para atenuar a situação até à resolução por parte da empresa responsável pela manutenção.

O Bloco de Esquerda (BE) defende que “a tentativa de colmatar a falta de ar condicionado com aquecedores tem permitido apenas debelar momentaneamente o problema, uma vez que este tipo de aquecimento não é suficiente para garantir o conforto térmico necessário para uma unidade de saúde”.

Na iniciativa parlamentar dirigida ao Ministério da Saúde, o BE refere que “numa localidade onde as temperaturas no inverno são baixas, chegando mesmo a ser negativas, a inexistência de aquecimento causa fortes constrangimentos aos utentes desta unidade de saúde bem como aos profissionais que aí trabalham”.

“Num momento em que a previsão meteorológica para os próximos dias aponta para nove graus de máxima e mínimas que chegarão aos três graus negativos, é crucial resolver este problema e garantir o adequado aquecimento desta extensão de saúde”, acrescenta.

Os bloquistas consideram ainda inaceitável “que as pessoas que trabalham na extensão de saúde de Izeda o façam em condições de permanente desconforto e sujeitas a intenso frio” e que “os utentes, muitos deles idosos e crianças, tenham que aguardar consulta a tiritar de frio e serem assistidos também com desconforto térmico”.

Para o BE, “esta é uma situação desadequada para todos que carece de resolução urgente” e “é também pertinente aferir se a falta de aquecimento estará a ocorrer noutras unidades” desta região.

Nesse sentido, o BE pretende que o Ministério da Saúde esclareça se tem conhecimento da situação exposta e quais os motivos da falta de aquecimento em Izeda e que medidas foram tomadas para resolver a situação.

Pergunta ainda para quando se prevê que o problema esteja resolvido e se se registam falhas no aquecimento em outras unidades de saúde do distrito de Bragança.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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