BE defende respeito pelas carreiras e salários dos profissionais do SNS

Pela defesa do Serviço Nacional de Saúde, "o melhor que o país tem", a porta-voz do BE, Catarina Martins, defendeu ser preciso respeitar as carreiras e salários dos profissionais do setor, que "fazem milagres todos os dias".
créditos: PAULO CUNHA/LUSA

A campanha do BE passou na tarde de segunda-feira pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde Catarina Martins visitou a unidade de acidentes vasculares cerebrais - e até recebeu uma rosa amarela - e esteve reunida com a administração, tendo no final afirmado aos jornalistas "o Serviço Nacional de Saúde, com todas as dificuldades que atravessa, é do melhor que o país tem" e os "hospitais da Universidade de Coimbra são uma referência".

"Precisamos de respeitar os profissionais do SNS porque precisamos que todo este investimento, todo este conhecimento, tudo isto que é o melhor que nós construímos na democracia seja protegido", alertou.

A porta-voz do BE condenou ainda "a crescente dificuldade das pessoas no acesso à saúde, com as taxas moderadoras que aumentaram, com o aumento dos custos de transportes de doentes, com o aumento do preço dos medicamentos".

"Temos aqui o relato de profissionais que fazem milagres todos os dias com poucas condições e que têm salários e carreiras que não os respeitam", enfatizou, acrescentando que os profissionais mais novos "vão tantas vezes para o privado ou para fora do país" por falta de condições de trabalho em Portugal.

Sobre as declarações do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, - que hoje anunciou que o FMI vai fechar o escritório em Lisboa - Catarina Martins foi perentória: "tenho muita dificuldade em comentar o que diz Paulo Portas. Não ouvi as declarações. A última vez que o ouvi com atenção foi quando ele escreveu uma carta irrevogável que afinal foi revogável".

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