Base de dados sobre cancro vai acelerar divulgação de dados

A presidente do Congresso Nacional de Epidemiologia e Registo de Cancro, que começa na quinta-feira, no Porto, disse que está a ser criada uma base de dados única de registo oncológico que vai permitir “alguma aceleração neste processo”.
créditos: AFP/ERIC CABANIS

“Neste momento, o nosso grande problema é o atraso nas publicações, exatamente porque os hospitais vão registando devagarinho. Alguns destes atrasos são colmatados porque os registos acabaram por fazer projeções e, portanto, se não temos dados reais atualizados, e seria ótimo se tivéssemos dados de 2012, eu sou capaz de lhe dar dados/estimativas de 2013, baseada naquilo que é provável que venha a acontecer”, disse à Lusa Maria José Bento.

A responsável pelo congresso, que é também a coordenadora do Registo Oncológico Regional do Norte (RORENO), sublinhou que “a perspetiva é ter a curto prazo uma base de dados única de registo oncológico em que, por via de alguns automatismos, que vão ser introduzidos se possa ter informação mais atempada”.

Este será um dos assuntos, a par da prevenção e rastreio oncológico, efetividade terapêutica, fatores de risco/prognóstico e implementação de registos de cancro nos PALOP, em destaque no I Congresso Nacional de Epidemiologia e Registo de Cancro organizado pelo RORENO do IPO-Porto em colaboração com os outros três registos regionais, ROR-Centro, ROR-Sul e RORA (Açores).

No que respeita ao apoio de Portugal na implementação de registos oncológicos nos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Maria José Bento referiu que nesta fase esse apoio se traduz na formação de especialistas que, “no terreno, irão, provavelmente, ter responsabilidades nesta área”.

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