Autismo

Especialistas começam a construir uma Casa de Sonhos para servir todo o tipo de famílias

Um grupo de especialistas de saúde mental está a criar um centro de tratamento e investigação para crianças e jovens autistas, com o objetivo de poder servir famílias de todas as classes sócio-económicas.

A médica Maria José Vidigal explicou à agência Lusa que a Casa dos Sonhos é um projeto que está agora a dar os primeiros passos para intervir junto das famílias de crianças com problemas da área do autismo.

Considerada pela especialista como a "doença mais grave da infância", o autismo precisa ainda de muita análise e investigação.

Neste projeto privado, mas com vertente de solidariedade social, os especialistas não querem privilegiar "uma classe em relação às outras".

"Ainda não temos tudo completamente definido, mas em princípio as famílias pagarão conforme as suas possibilidades. Não queremos excluir ninguém", refere a médica, que dedicou as suas décadas de trabalho a crianças com estes problemas.

O objetivo é trabalhar com pais de crianças pequenas "com inquietações na área da saúde mental", para fazer "um diagnóstico o mais fino possível".

Consoante os casos e as idades das crianças e jovens, o centro terá vários tipos de terapia, desde a psicoterapia à terapia da fala, passando pela musicoterapia.

Além do autismo, pretende-se também estudar outros tipos de patologia, incluindo problemas de comportamento.

"É um projeto muito ambicioso", assume Maria José Vidigal, indicando que a Casa dos Sonhos vem "colmatar uma lacuna, sobretudo na formação dos profissionais mais novos".

Contra a ideia de que tudo se resolve apenas com medicação, estes especialistas pretendem um "acompanhamento integrado", recusando sempre que possível ter crianças internadas: "Queremos as crianças nos seus meios familiares e escolares".

Por agora, a Casa dos Sonhos ainda não tem instalações dignas do nome do projeto, por isso a solução passará por pedir apoios financeiros para a cedência de um espaço em Lisboa que dê corpo a este sonho.

23 de maio de 2011

Fonte: Lusa/SAPO

Comentários