Associação Respira alerta em Leiria para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Sociedade de Pneumologia estima que cerca de 800 mil portugueses sofram de DPOC

19 de novembro de 2013 - 15h21

A Associação Respira vai alertar a população para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), através de um “spot” criado para o efeito que será transmitido na quarta-feira nos teatros José Lúcio da Silva e Miguel Franco, em Leiria.

"A DPOC não nos deixa..." é o mote da campanha lançada "em exclusivo" para o Dia Mundial da DPOC, com o objetivo de "consciencializar a população para as limitações que a doença impõe diariamente", referiu à Lusa a presidente da Associação Respira, Luísa Soares Branco.

Segundo a presidente da associação, a Sociedade de Pneumologia estima que "cerca de 800 mil portugueses" sofram de DPOC e destes "só 13 por cento sabe que tem a doença".

Luísa Soares Branco alertou que os doentes "subestimam os sintomas", pelo que "não os comunicam ao seu médico de família".

Por vezes, "as pessoas sentem cansaço, tosse, falta de ar ou indisposição, mas, ao não referirem estes sintomas ao seu médico, o diagnóstico não é feito precocemente", acrescentou a presidente da associação.

A principal causa da DPOC é o tabagismo, embora "algumas atividades profissionais" também possam contribuir, disse ainda Luísa Soares Branco.

Trata-se de "uma doença crónica, que não é reversível" e "quanto mais precocemente for detetada, mais facilmente a pessoa pode evitar que a doença avance, através da medicação e acesso a terapêuticas", revelou.

Uma das lutas da Associação Respira é garantir a igualdade nos custos que os doentes têm de suportar quando necessitam de se fazer acompanhar permanentemente de oxigénio para respirar.

"Os doentes que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde têm o fornecimento de oxigénio gratuito. As pessoas que pertencem ao subsistema da ADSE têm de pagar inicialmente o valor total, sendo reembolsados posteriormente pelo Estado em 80 por cento", informou Luísa Soares Branco.

A presidente da Respira critica a "diferença" de custos para as pessoas de subsistemas diferentes.

"Não se trata de uma questão de escolha. Quando se vai trabalhar, não se escolher o subsistema de saúde a que se vai pertencer. Não se vive sem respirar. Por isso, a Respira defende o oxigénio gratuito para todos os subsistemas de saúde", remata.

A par da transmissão do “spot”, também as bilheteiras do Teatro José Lúcio da Silva e do Teatro Miguel Franco irão interagir com as pessoas. No chão estarão colados códigos de barras bidimensional (QR Code) que oferecem aos utilizadores de “smartphones” e “tablets” a possibilidade de acederem ao “site” da Respira.

Após baixar a aplicação gratuita de leitura, basta apontar o “smartphone” ligado à internet para o QR Code e o utilizador terá acesso ao “site” da Respira e a toda a informação relativa à DPOC.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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