Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra inaugura lar para utentes e famílias

O lar “Envelhecer Juntos” foi construído num terreno cedido pela Câmara Municipal de Coimbra
4 de junho de 2014 - 14h45



A Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APPC) inaugura, na sexta-feira, um lar integrado com capacidade para 40 utentes e famílias, que custou mais de 1,5 milhões de euros.



Situado na travessa da rua Padre Manuel da Nóbrega, o Lar Integrado “Envelhecer Juntos”, a funcionar há meio ano, visa responder à “apreensão sentida pelas famílias no que se refere ao processo de envelhecimento”, segundo a instituição.



“Apesar das dificuldades financeiras, é mais uma etapa do trajeto que vamos percorrendo”, disse à agência Lusa o presidente da APPC, Antonino Silvestre.



Ao todo, o novo lar tem capacidade para acolher 20 utentes desta instituição particular de solidariedade social (IPSS) e outros, com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins, e seus familiares.



“O lar está aberto a outros que não sejam só aqueles que já cá estão”, sublinhou Antonino Silvestre, indicando que a entrada em funcionamento da nova valência implicou a contratação de 20 pessoas.



A questão “à qual a APCC pretende dar resposta” – “Quando eu morrer, o que será do meu filho?” – é habitualmente colocada pelas famílias dos utentes.



Com o lar integrado, a IPSS de Coimbra, fundada em 1975, quer criar condições “para que a família permaneça unida, numa fase da vida em que todos necessitam de cuidados”, tendo como suporte “uma equipa preparada” para apoiar pais e filhos.



A APCC visa “promover a inclusão da pessoa em situação de desvantagem, através de uma interação permanente com a comunidade”.



O lar “Envelhecer Juntos”, que representa um investimento superior a 1,5 milhões de euros, foi construído num terreno cedido pela Câmara Municipal de Coimbra, beneficiando de financiamento comunitário, através do Programa Operacional Potencial Humano (POPH).



Na inauguração, na sexta-feira, às 18:00, está prevista a presença do secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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