Apenas 12% dos jovens recebe informação sexual dos pais

As principais fontes de informação são a internet, os amigos e as conversas educativas na escola
18 de dezembro de 2013 - 09h52



Apenas 12% dos jovens recebe informação sexual a partir dos pais, cerca de 7% cita experiências próprias como a forma mais recorrente de informação, enquanto 17% dos jovens do sexo masculino dizem tirar conhecimento a partir de vídeos pornográficos. Os números pertencem a um estudo realizado em Espanha.



Quase 60% dos jovens justifica a primeira relação sexual com o facto de estar apaixonado. Quatro em cada dez adolescentes mencionam a curiosidade, o desejo de experimentar e a diversão entre os motivos para ter a primeira relação sexual, embora as diferenças oscilem consoante o género.



Os números fazem parte do estudo “Relações afetivas e sexualidade na adolescência” da Liga Espanhola da Educação, apresentado hoje em Madrid, Espanha.



O estudo refere que os jovens são vítimas de uma sociedade “marcada pelo sexo”, com pais que não estão a incorporar a saúde sexual e reprodutiva no seio da formação educativa.



Gravidez como preocupação



Quase metade - 47% - dos jovens revela que a gravidez é a primeira preocupação antes da primeira relação sexual. A segunda (37%) é o medo de falhar, neste caso com cifras bem diferentes: 51,5% para os rapazes, 23% para as raparigas.



Contrair uma doença aparece depois, com 15% dos 657 adolescentes de 14 a 18 anos a mencionar este motivo em primeiro lugar.



O estudo foi desenvolvido em diferentes regiões de Espanha: Madrid, Salamanca, Almería, Jaén e Zamora.



Nuno de Noronha/SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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