Acordo no hospital de S. João inclui questões de recursos humanos e de autonomia

Paulo Macedo garantiu abrir concurso para 200 médicos de medicina geral e familiar
24 de junho de 2014 - 06h50



O ministro da Saúde explicou hoje que a resolução dos problemas no hospital de S. João inclui aspetos relacionados com recursos humanos, maior flexibilidade nos investimentos e maior autonomia dos estabelecimentos hospitalares.



"[O acordo] tem um aspeto de natureza imediata que é as questões de recursos humanos que estão pendentes para diversos hospitais e que nós pedimos junto do Ministério das Finanças que haja uma maior celeridade nestes processos e isso acontecerá para o centro hospitalar de S. João e para os outros", disse Paulo Macedo aos jornalistas, na Guarda, à margem do novo pavilhão do hospital local.



O governante adiantou que o entendimento também envolveu "uma questão em termos de maior flexibilidade nos investimentos" e "uma questão de fundo, que é o dar maior autonomia aos hospitais".



"E, esta autonomia, todos concordamos com ela. Ou seja, claramente este Governo concorda, como será natural de perceber, numa maior autonomia para os hospitais. Agora, esta autonomia tem também de ser seguida de responsabilidade", acrescentou.



Paulo Macedo disse que "a autonomia será bastante mais fácil de conceder a quem tem as suas contas equilibradas do que a quem ainda tem défices grandes para reduzir".



Reconheceu ainda a necessidade de os serviços do Ministério da Saúde serem "mais céleres na satisfação dos recursos humanos que são solicitados".



"Temos neste momento concursos abertos para 200 profissionais em medicina geral e familiar, vamos abrir um novo concurso para mais de 300 médicos para a área de especialistas na área hospitalar", esclareceu.



Apontou ainda que o Governo vai abrir outro concurso para especialistas na área hospitalar e lembrou que, em janeiro deste ano, foram recrutados 1.700 médicos,



"Não há nenhuma outra área" na administração pública "que tenha recrutado este número de profissionais", observou o ministro Paulo Macedo após a inauguração do novo pavilhão do hospital da Guarda, que custou 55 milhões de euros.



Os diretores clínicos e de departamento do Hospital de S. João aceitaram continuar em funções até 15 de julho, data em que esperam que sejam postas em prática as medidas apresentadas pelo Governo para resolver as deficiências.



Em comunicado lido no sábado pelo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João, António Ferreira, após uma reunião com os presidentes das Unidades Autónomas de Gestão e Diretores de Serviço que, na quinta-feira, apresentaram em bloco a sua demissão, "as lideranças intermédias avaliaram favoravelmente" as soluções propostas pela tutela.



"Aguardam a concretização das mesmas por parte do governo nos prazos definidos pela tutela, a maioria dos quais decorre até 15 de julho. Manifestam total confiança no Conselho de Administração. Durante este período asseguram a continuidade de funções", disse António Ferreira.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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