90-90-90, as medidas chave para controlar o VIH

Aumentar o número de pessoas diagnosticadas e em tratamento é o objetivo da sul-americana OPS

2 de junho de 2014 - 12h33

Aumentar para 90% o número de pacientes com HIV que conhecem o seu diagnóstico, tratamentos anti-retrovirais que cheguem a 90% dos seropositivos e que esse tratamento reduza a carga viral em 90% dos casos são os três objetivos que a Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) coloca até 2020 para controlar o vírus responsável pela Sida.

"90 -90- 90" é o título que justamente a "irmã" da América Latina da Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu para esta campanha que visa controlar a epidemia de HIV nos países da América Latina, escreve o jornal El Mundo.

Os três objetivos foram sugeridos durante o Fórum da América Latina e Caribe sobre Cuidados de HIV realizada na Cidade do México, organizado em conjunto com as Nações Unidas, ONUSIDA e OPS.

"A expansão do diagnóstico precoce e tratamento combina os benefícios do tratamento com benefícios individuais de prevenção da transmissão para a população", observou numa nota de imprensa César Níñez, diretor do ONUSIDA para a região.

Estima-se que 1,8 milhões de pessoas vivam com o vírus da Sida na América Latina e no Caribe, onde cerca de 98 mil novas infeções acontecem por ano são (dados de 2012).

Como e porquê?

A intenção é aumentar para 90% o número de pessoas infetadas que conhecem o seu diagnóstico por meio da expansão de testes de diagnóstico e acesso a serviços de informação. Atualmente, estima-se que apenas 70% dos portadores saibam que estão infetados com a doença.

Quanto ao acesso aos tratamentos, a OPS estima que apenas 43% dos pacientes tenham acesso aos medicamentos antiretrovirais, pelo que a campanha pretende duplicar o número de beneficiários, através de mais investimento estatal.

O terceiro objetivo prende-se com a necessidade de aumentar para 90% o número de pacientes tratados com uma carga viral indetetável. Esse valor é a chave para controlar a expansão do vírus do HIV, pois com essa carga viral diminuta reduz-se o risco de transmissão.

Por SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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