Livro: Quivis sem pele e que se comem como uvas. Há-os e estão em Portugal

Depois de nos revelar as histórias do Abade de Priscos e de nos levar pela cozinha Mediterrânica, Fortunato da Câmara, critico e estudioso da alimentação propõe-nos, agora, um encontro com produtos que são tesouros escondidos no nosso território. Mangas celestiais, quivis sem pele, o genuíno açafrão são alguns dos alimentos revelados neste “Top Tesouros de Origem Portuguesa”. À venda a partir de 10 de março.

Em “Top Tesouros de Origem Portuguesa” (edição A Esfera dos Livros), o autor afirma a sua intensão de dar a conhecer e ajudar a preservar alimentos singulares, muitos confinados a redutos, ao cuidado de pequenos produtores. Fortunato da Câmara não hesita em chamar-lhes Tesouros, alguns certificados outros merecendo essa atenção e correndo, inclusivamente, o risco de extinção.

Na sinopse ao livro são-nos apresentados alguns exemplos destas preciosidades que a diversidade regional no nosso país preserva. Na ilha da Madeira existe uma plantação de mangas de sabor celestial pousada no sopé de uma escarpa com 400 metros. Na região norte é possível encontrar mini-quivis sem pele que se comem como uvas. Já na Beira Interior cresce o verdadeiro açafrão, plantado por um casal entusiasta. Mais a sul, no Alentejo há um citrino japonês de eleição, e no Algarve pode saborear-se um iogurte de cabra serrana que faz as delícias de qualquer um. É, também dedicada atenção aos legumes esquecidos ou pouco conhecidos como a cherovia e o calondro.

Livro: Quivis sem pele e que se comem como uvas. Há-os e estão em Portugal

O autor disserta, assim, sobre dezenas de alimentos, propondo ao leitor uma viagem à descoberta de produtos gastronómicos TOP. Uma viagem que se faz, também, ao encontro de sabores mais conhecidos, como o bacalhau de cura amarela, os pastéis de Tentúgal, as carnes regionais, os enchidos à base de porco, sem perder de vista sabores certificados com distinção como a meloa de Santa Maria, ou frutos à beira da extinção como as maçãs do Minho e o pêssego rosa de Colares.

Além da história destes produtos, o autor explica-nos como saboreá-los e apreciá-los em "Momentos TOP".

Fortunato da Câmara frequentou o curso de Produção Alimentar em Restauração da Escola Superior de Hotelaria do Estoril. Crítico de restaurantes e cronista de história da alimentação em diferentes publicações. Na rádio assinou diversas rúbricas “Na rota das iguarias”. É autor do livro “Os Mistérios do Abade de Priscos e outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia” (2013, Esfera dos Livros), premiado pela Academia Portuguesa de Gastronomia e os Gourmand World Cookbooks Awards. Entre outros, publicou os livros, “Alimentos ao sabor da história” (2011), Viver Portugal com o Mediterrâneo à Mesa (2015). É diplomado pelo Institut des Hautes Études du Goût em França.

Livro: Quivis sem pele e que se comem como uvas. Há-os e estão em Portugal

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