Lisboa: Senhoras e senhores vai abrir um restaurante para maiores de 18 anos

A partir de 10 de fevereiro os lisboetas passam a poder comer uma “Viúva insaciável” ou um “Orgasmo na Horta”. São alguns dos pratos do “The Lingerie Restaurant”, um espaço onde os empregados se passeiam em lingerie e decorrem performances eróticas. Também há cozinha de autor, entregue ao chefe José Alexandre.

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É mais do que um simples restaurante. Aqui, serve-se literalmente, prazer à mesa. É assim o “The Lingerie Restaurant”, um conceito temático que oferece cozinha de autor envolta em erotismo e sensualidade. A decoração quente e acolhedora, a apresentação dos empregados em lingerie e a sucessão de performances eróticas e sensuais são ingredientes que se juntam à ementa concebida pelo chefe José Alexandre.

A ideia surgiu há 13 anos durante as viagens do empresário português Luís Almeida. “Durante anos trabalhei em navios de cruzeiro, viajei pelo mundo inteiro. Na Austrália encontrei um conceito que quis adaptar a Portugal”, explica. Nascia assim o “The Lingerie Restaurant”, já presente no Porto (Rua Gonçalo Cristóvão, nº 198). A partir de 10 de fevereiro, Lisboa (Avenida António Augusto de Aguiar, nº 88ª) passa a contar com este espaço atrevido.

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Da ementa que é renovada a cada época com novas receitas de autor fazem parte três menus, de valor fixo por pessoa, com diferentes opções, entre “preliminares” (entradas), “vias de facto” (pratos principais) e “ménage a trois” (sobremesas). A cozinha tradicional portuguesa com um toque internacional constitui a identidade gastronómica do “The Lingerie Restaurant” que conta com a consultoria do chefe José Alexandre.

“Swing do Mar”, “Arrepio na Espinha”, “Tetas de Ave”, “Minete Guloso”, “Grelo da Maria Transmontana”, “Queca Italiana”, “Viúva Insaciável” e “Orgasmo na Horta” são apenas algumas das sugestões gastronómicas. E há propostas para todos os gostos e regimes, incluindo soluções para vegetarianos ou intolerantes ao glúten.

Não obstante o conceito arrojado o “The Lingerie Restaurant” assegura “não ultrapassar as fronteiras do razoável, e considerando a sensibilidade de cada pessoa”. Exemplo disto é o sistema de “semáforos”, cartões com as cores verde, laranja e vermelho. Basta os clientes deixarem visível a cor pretendida e os bailarinos podem aproximar-se e interagir (verde), podem aproximar-se com moderação (laranja) ou simplesmente, não se aproximar (vermelho).

Lisboa: Senhoras e senhores vai abrir um restaurante para maiores de 18 anos
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A par das performances habituais de bailarinos de ambos os sexos – com duas sessões, a primeira entre as 19h00 e as 22h00 e a segunda das 22h15 às 02h00, é promovida a interação com o público, através de concursos e da oferta de vouchers de viagem. Regularmente decorrem festas temáticas além das despedidas de solteiro(a), festas de divórcio, aniversários de casamento e jantares de empresa ou de amigos, entre outros.

Quando o conceito foi introduzido em Portugal, a maioria dos clientes eram homens. Hoje são sobretudo mulheres e casais. E acaba por ser o sexo feminino a liderar. “Em marcações de casal, são sobretudo as senhoras que fazem a reserva da mesa e não fazem perguntas. Já os homens questionam se a mulher se irá sentir bem”, conta Luís Almeida.

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