Lipoaspiração na menopausa

Nesta fase, o corpo feminino tende a exibir marcas da acumulação de gordura decorrente do passar dos anos. Descubra os efeitos desta cirurgia numa das mais importante etapas da vida da mulher.

As mulheres que se submetem a uma lipoaspiração têm menos possibilidades de acumular gordura durante a menopausa. Além de redefinir a sua silhueta durante esta fase, esta cirurgia plástica que serve para remover gordura debaixo da pele poderá ser a sua melhor aliada para não engordar de forma localizada no futuro. A lipoaspiração, se for bem executada, evita que se formem acumulações de gordura ao chegar a menopausa.

As profundas mudanças hormonais que se produzem durante esta fase provocam consequências no corpo feminino, sobretudo, em termos de acumulação de gordura corporal. Durante esta etapa, o corpo da mulher tende a acumular mais depósitos de gordura e, muitas vezes, em zonas onde habitualmente nunca se havia acumulado, como confirmaram ao longo dos anos vários estudos internacionais.

Estas alterações hormonais, próprias da menopausa, não só aumentam a acumulação de gordura como dificultam a sua distribuição proporcional. Na maioria das mulheres, dá-se um aumento do volume do abdómen, da região lombar posterior e das zonas trocantéricas, como é o caso do cullote de cheval, das ancas e das coxas. Zonas problemáticas para muitas mulheres com mais de 55 anos.

«Passam muito mais tempo em casa, não se mexem tanto e engordam facilmente, desenvolvendo quadros depressivos e de irritabilidade fácil», assinala o cirurgião plástico Biscaia Fraga, diretor da da Clínica Biscaia Fraga e ex-diretor do Serviço de Cirurgia Plástica Maxilo-Facial do Hospital Egas Moniz, em Lisboa. A lipoaspiração tem, por isso, uma vantagem adicional nestes casos.

«Proporciona um estímulo psicológico muito positivo e confere um aumento significativo da autoestima», defende o especialista. Existem, pelo menos, três boas razões para realizar a lipoaspiração antes da menopausa:

1. Ajuda-a a não engordar mais do que deve

A lipoaspiração proporciona de forma efectiva a nova distribuição da gordura durante a menopausa. Por um lado, «a mulher não aumenta de volume mesmo que haja um maior aporte alimentar porque o tecido adiposo remanescente fica compartimentado entre septos fibrosos na zona que foi tratada», explica Biscaia Fraga.

Por outro lado, «uma pessoa que está motivada para fazer uma lipoaspiração está empenhada, por si só, em ter um outro contexto de estética e assume cuidados ligados ao exercício físico e à alimentação que lhe permitem manter o seu corpo», acrescenta o cirurgião plástico.

2. Minimiza a flacidez

Depois de uma lipoaspiração, a pele adquire uma textura mais consistente e habitua-se a envolver um corpo mais fibroso, denotando um menor grau de flacidez. «A barriga e, particularmente, a face interna das coxas são duas zonas críticas em termos de flacidez», refere o especialista.

«Se essa pele não sofrer grande variações de volume, que é o que acontece após uma lipoaspiração que permite estabilizar as zonas, já não há lugar para a flacidez», acrescenta ainda o cirurgião plástico. Depois de uma lipoaspiração, a pele fica muito mais consistente.

3. A redistribuição da gordura realizar-se-à de forma mais homogénea

Segundo Biscaia Fraga, após a lipoaspiração, a distribuição de gordura corporal é mais homogénea. Os adipócitos não tendem tanto a acumular-se numa determinada zona do corpo, repartindo-se de forma mais homogénea dentro do organismo, promovendo uma imagem mais harmoniosa e proporcional.

Texto: Cláudia Pinto com Biscaia Fraga (diretor da Clínica Biscaia Fraga em Lisboa)

artigo do parceiro:

Comentários