O que distingue os bons dos maus candidatos ao bisturi

Está a pensar modificar algo no seu rosto ou no seu corpo? Saiba quais são os critérios e quais os principais procedimentos que antecedem uma cirurgia plástica

Somos um país de pessoas insatisfeitas com o seu aspeto físico. Portugal estava no 23º lugar no ranking dos países que mais cirurgias plásticas realizaram em 2009. De acordo com a lista elaborada pela Society of Aesthetic Plastic Surgery, os lugares cimeiros pertencem aos Estados Unidos da América, China e Brasil. Os resultados apontam para uma realidade em mutação. Os portugueses estão cada vez mais adeptos das cirurgias estéticas. Nos últimos anos, o panorama foi mesmo de um ligeiro crescimento, apesar das crise económica e financeira.

Só em 2009 foram feitas mais de 60 mil cirurgias em Portugal. A vontade de aperfeiçoar as formas do corpo move milhares na corrida aos cirurgiões plásticos. É no outono e no inverno que as cirurgias são mais procuradas, de forma a que as cicatrizes sejam pouco visíveis quando chegar novamente a altura de voltar à praia. Mas nem todos são bons candidatos à cirurgia plástica. Existem critérios, nomeadamente, do foro emocional e psicológico que podem impedir uma operação.

Hélder Silvestre, cirurgião plástico, distingue os bons e os maus candidatos ao bisturi.

Um bom candidato deve:

- Estar motivado para a mudança.

- Gostar de si próprio, mas estar determinado a corrigir o que menos aprecia no seu corpo.

- Estar informado sobre o procedimento a que se vai submeter.

Um mau candidato é:

- Uma pessoa deprimida e que não gosta dela própria.

- Alguém que espera que a cirurgia plástica lhe resolva todos os problemas da vida.

- Uma pessoa que tem perspetivas irrealistas dos resultados e do pós-operatório.

Veja na página seguinte: Os procedimentos que antecedem a cirurgia estética

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