Livre-se já da caspa

Além de pouco estética, revela problemas no couro cabeludo. Saiba quais são as principais causas e veja as formas de tratamento para este problema crónico que afeta uma em cada três pessoas em média

A caspa é uma manifestação visível de problemas no couro cabeludo. Para além do incómodo evidente da proliferação de escamas brancas, enfraquece os fios do cabelo, podendo acelerar o seu ciclo de vida e de queda. Como se não bastasse, trata-se de um problema crónico, com surtos recorrentes, que vão e voltam. Precisa de mais motivos para procurar tratamento? A caspa é um estado descamativo do couro cabeludo que ocorre como consequência de uma reprodução anormalmente acelerada das células do couro cabeludo.

As indesejáveis escamas brancas muitas das vezes visíveis não são mais do que células mortas do couro cabeludo. Pode ser seca ou oleosa, dependendo do tipo de pele do couro cabeludo. A caspa seca forma escamas finas que caem facilmente sobre os ombros. Na oleosa, as partículas tendem a permanecer coladas à cabeça, em forma de placas. O aparecimento de escamas é o mais óbvio, e deve-se ao facto de as células mortas se desprenderem agrupadas em vez de isoladas. Também provoca comichão por toda a cabeça.

Qual a sua causa?

Na maioria dos casos, a caspa ocorre quando um fungo inofensivo (que vive na nossa pele) se multiplica no couro cabeludo, causando uma irritação que acelera a renovação celular nesta região, um processo que, habitualmente, ocorre em ciclos de 28 dias. Perturbado, o couro cabeludo produz demasiadas células que não têm tempo suficiente para receber os nutrientes essenciais, perdem coesão e desprendem-se, à superfície. Entre os fatores desencadeantes deste processo estão o stresse, a fadiga, a seborreia (hipersecreção das glândulas sebáceas), as alterações hormonais e a poluição.

4 passos contra a caspa

1. Use um champô anticaspa, alternando com uma fórmula neutra de uso diário. Procure nela ingredientes como o sulfureto de selénio, o piridintionato de zinco, o cetaconazol (antifúngicos) e o ácido salicílico (remove a pele morta). Estes são os mais eficazes. O alcatrão, só se for purificado, uma vez que em bruto é cancerígeno.

2. Ao lavar o cabelo, ensaboe-o duas vezes. A primeira aplicação remove as escamas soltas e a gordura. A segunda, depois de deixar atuar durante uns minutos, é a que penetra nas células e trata.

3. Não passe muito dias sem lavar o cabelo. A sujidade contribui para a descamação do couro cabeludo. Se necessário, lave diariamente, usando um champô com uma fórmula adequada.

4. Consulte um dermatologista para uma terapêutica personalizada. Para além do tratamento tópico, com recurso a um champô, uma pomada ou uma loção, por exemplo, pode incluir a prescrição de antifúngicos orais.

Texto: Fernanda Soares

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