Um quinto das crianças têm problemas de visão que podem prejudicar rendimento escolar

Erros refrativos, ambliopia e estrabismo são as doenças que mais afetam as crianças. Centenas de casos por diagnosticar.
créditos: AFP/MARTIN BUREAU

Uma grande percentagem de crianças em idade escolar têm défices da função visual que podem interferir com as capacidades de aprendizagem. Numa altura em que o início do novo ano escolar se aproxima, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alerta para a importância da deteção precoce dos problemas visuais das crianças. O método ideal é através de rastreios.

O primeiro rastreio deve ocorrer antes dos 3-4 anos. Nesta primeira observação o oftalmologista poderá detetar problemas de visão que passam despercebidos aos pais.

Pedro Menéres, membro da Direção da SPO, afirma que "sendo os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo) os problemas oculares mais frequentes nesta faixa etária, a ambliopia e o estrabismo acabam por ser os mais graves. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças em idade escolar tenham défices de função visual provocado por uma destas patologias (ou outras menos frequentes) e nem todas recebem a ajuda que merecem".

Crianças não se queixam

"Muitas crianças não se queixam de qualquer dificuldade. Se um olho vê bem e o outro é amblíope e mesmo quase não vê, tudo pode passar despercebido até à realização de uma avaliação da visão e da graduação que deve sempre ser realizada pelo Oftalmologista. Uma criança apenas com um olho bom pode não dar qualquer sinal de alerta", refere o especialista.

Os educadores, pais e outros familiares devem estar atentos. "Quando existe má visão dos dois olhos o problema nota-se mais: o aproximar-se em demasia e constantemente pode ser o único sinal e não deve ser desvalorizado", afirma Pedro Menéres.

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